Estufas para cozimento e defumagem de carnes ganham tecnologia e se integram à Indústria 4.0


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Elas permitem que o usuário tenha controle amplo e seguro sobre todas as funções do equipamento. Empresa Incomaf, expositora da ANUTEC BRAZIL, desenvolveu software próprio para ajudar nessa tarefa.

 

A Incomaf, referência na fabricação de máquinas processadoras de carne no Brasil – e que estará na ANUTEC BRAZIL 2020 -, levará para a feira suas estufas com o sistema RCF, uma das suas principais inovações dos últimos anos. Esse sistema, que alia hardware e o software desenvolvido pela própria empresa, permite que o usuário tenha controle amplo e seguro sobre todas as funções e parâmetros da estufa. Estufas são equipamentos essenciais para os produtores de carne. Elas atuam no cozimento, defumagem e desidratação de alimentos, e devem, sobretudo, realizar essas tarefas de forma homogênea, sem apresentar variações relevantes de temperatura, cor e umidade em toda a sua extensão. O objetivo final é muito claro: preservando a qualidade e a consistência dos produtos.

 

“Nosso sistema não se limita somente a um controlador para estufas. Ele também é um otimizador de processos, com o qual é possível ajustar os parâmetros da receita de cozimento em pontos não atingidos por um painel de comando convencional”, afirma Fabiano Babichi de Gois, diretor da Incomaf.

 

Segundo Gois, o sistema se integra a outros equipamentos da Indústria 4.0 e, por ser intuitivo, é fácil de ser manuseado pelos operadores das empresas. “Paralelamente ao desenvolvimento do sistema RFC, desenvolvemos nosso aplicativo supervisório, que permite monitorar os processos em tempo real e informar o estado do equipamento de até 12 estufas, além de gerar relatórios”, diz.

 

Ainda hoje é possível encontrar empresas com processos de defumação sem controle de temperatura, de umidade ou exposição. No entanto, as estufas modernas têm se tornado cada vez mais populares não apenas pelo aumento da produtividade que fornecem, mas também por tornarem mais prático o cumprimento de normas do Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Diversos produtos, afinal, só podem ser disponibilizados ao público se, por exemplo, o processo de cozimento atender a estritos parâmetros de tempo e temperatura.

 

Crescimento e oportunidades

 

A Incomaf tem perspectivas positivas para os próximos anos. Embora a passos lentos, a economia do País dá sinais de retomada, o que já pode ser observado no mercado de proteína animal.

 

“Do ano passado para cá as coisas vem evoluindo gradativamente. Estamos retornando aos patamares de produção do período pré-crise”, afirma Gois. “O consumo deve aumentar e, com isso, nossos clientes devem retomar projetos de ampliação e melhorias. Nossas oportunidades e desafios estão na capacidade de atender a essa crescente demanda”.

 

Gois menciona dois segmentos cujo crescimento deve se acelerar: produtos veganos e de linha gourmet. Para esses últimos, além das estufas, a Incomaf conta também com embutideiras porcionadoras da marca Risco. Elas são importantes para empresas de produtos cárneos, com alto desempenho de porcionamento e produtividade. Além das produções convencionais dos embutidos em geral, quando acopladas a dispositivos especiais, servem para a formatação de almôndegas, hambúrgueres, produção de carne moída porcionada em bandejas e até barras de cereal.

 

 


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